Marta Sfredo: P-75 e P-77 serão montadas em Rio Grande

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qgiSemana passada foi assinada a ata que assegura o acordo entre Petrobras e QGI para manter em Rio Grande a construção das plataformas P-75 e P-77. O acerto havia sido definido no início da tarde, mas demorou mais algumas horas para ser formatado e oficializado. As informações são do prefeito de Rio Grande, Alexandre Lindenmeyer, que está em contato direto com Roberto Moro, diretor de Serviços da Petrobras.

O contrato de US$ 1,6 bilhão havia sido firmado em setembro de 2013, com a presença da presidente Dilma Rousseff no Palácio Piratini. No entanto, para adequar o projeto básico a QGI havia pedido aditivos estimados em 8% do valor total do contrato, que a Petrobras resistia em aprovar.

A empresa chegou a devolver o contrato à Petrobras, que abriu uma rodada interminável de negociações, mas estava difícil de chegar a um acordo. Ainda não há detalhes sobre os termos combinados, mas a empresa confirma o acerto e deve em breve divulgar nota sobre o caso. Informalmente, se fala em flexibilizações de parte a parte.

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As negociações foram tensas, com vários momentos de rompimento e reconciliação, que tiveram intermediação de várias forças políticas. A QGI era um consórcio formado por Queiroz Galvão e Iesa Óleo e Gás, mas com a recuperação judicial da Inepar, holding da Iesa, a responsabilidade pela obra ficou praticamente apenas nas mãos da Queiroz Galvão.

Havia risco de a Petrobras direcionar o contrato para realização da China, a exemplo do que ocorreu com os módulos que seriam montados pela Iesa no polo naval de Charqueadas, depois que a empresa fechou as portas no Estado. Na divulgação do plano de negócios da estatal, esse risco parecia ter se ampliado, em decorrência do aumento do prazo para entrega das plataformas, de 2016/2017 para 2019. Caso isso ocorresse, parte do trabalho já feito e dos equipamentos encomendados seria perdida, tornando-se prejuízo extra para a Petrobras.

Segundo o coordenador do comitê de competitividade em petróleo e gás da Fiergs, Marcus Coester, assessores da diretoria da Petrobras haviam dado sinais, há alguns dias, de que a possibilidade de manter o contrato no Estado havia sido aberta. Um dos motivos, explicou, foi o cálculo de que relicitar as duas plataformas implicaria atraso adicional de 18 meses, e a receita obtida com a operação seria de US$ 5 milhões ao dia. Ou seja, o atraso retiraria um ganho ao redor de US$ 2,7 bilhões da Petrobras – valor maior do que o próprio contrato.

Fonte: Zero Hora

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