Puxador Nêgo, assim como o irmão Neguinho da Beija-Flor, é campeão; e vence a Série Ouro três vezes em quatro anos

O intérprete Nêgo comandou o carro de som da Acadêmicos de Niterói, campeã da Série Ouro, neste ano. Após o acesso inédito ao Grupo Especial, o puxador comandou a festa na quadra da escola de samba e foi definido pelo presidente da agremiação, Wallace Palhares, como o “gogó de ouro”. Mas Edson Feliciano Marcondes — seu nome de batismo — não é o único da família subir ao lugar mais alto do pódio do carnaval deste ano. Seu irmão, Luiz Antonio, foi campeão da elite da folia: ninguém mais, ninguém menos que Neguinho da Beija-Flor.
Aos 69 anos, Nêgo foi uma grata surpresa a quem acompanhou os desfiles da Série Ouro deste ano. Conhecido pelo caco “Alô, povão, agora é sério”, ele já conquistou o Estandarte de Ouro de melhor puxador em cinco oportunidades. Com passagens por Império Serrano, Imperatriz, Grande Rio e Unidos da Tijuca, por exemplo, o irmão de Neguinho da Beija-Flor viveu algumas frustrações recentes, justamente na Série Ouro.
O motivo foi que viver a emoção de ser a voz de um título — e consequente acesso ao Grupo Especial — foi vivida por ele três vezes nos últimos quatro anos. Em 2022, era dele a voz do desfile campeão do Império Serrano, onde fazia dupla com Igor Vianna, filho do saudoso intérprete Ney Vianna. Mas, ao retornar à elite, o Reizinho de Madureira dispensou Nêgo, tendo Ito Melodia como substituto. No ano seguinte, o filme se repetiu. Campeão com a Porto da Pedra em 2023, o Tigre de São Gonçalo optou por Wantuir em sua volta ao Grupo Especial.
Já no ano passado, Nêgo defendeu as cores da União da Ilha e chegou a afirmar que, em seu contrato, havia uma cláusula que definia o recebimento de uma multa de R$ 50 mil caso a escola fosse campeã e o demitisse. Mas a agremiação insulana amargou a sétima colocação.
Neguinho da Beija-Flor, por sua vez, anunciou que está se aposentando do microfone da escola de Nilópolis. Aos 75 anos, o puxador comandou todos os 15 títulos da Azul e Branca da Baixada Fluminense, inclusive o mais recente dele, em sua despedida, na última Quarta-Feira de Cinzas.